segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Inhotim - grupo : Marcius Galan - Seção diagonal








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Seção diagonal (2008) propõe uma relação ativa com o espectador, causando uma reação inicial de descoberta e de surpresa, seguida de um momento que pode variar do encantamento à decepção. A obra é composta de elementos e materiais básicos, aqueles mesmos encontrados na sala de exposição e utilizados na sua construção: paredes, teto e piso; tinta, luminárias e cera. Contudo, ela propõe um deslocamento da nossa percepção ao sugerir a presença de um elemento que, afinal, não existe no espaço. A obra acontece na transformação deste espaço pela inclusão de uma linha diagonal que o divide, criando um campo de cor. A obra se confunde com a sala de exposição que a antecede e a acolhe - causando, por isso, a confusão em nossa percepção. Na obra de Marcius Galan, o ilusionismo tem papel importante, seja na imitação de objetos industriais com esmero artesanal, seja ao impor relações físicas e espaciais estranhas aos materiais, de certa maneira forjando sua transformação. Em Seção diagonal (2008), este jogo extrapola a representação e o objeto e, em última instância, faz o espectador re-examinar sua própria presença no espaço. Depois de experimentar a obra por uma vez, resta a frágil lembrança daquele momento inicial, cuja repetição é, pelo menos imediatamente, impossível.  


   Obs: Mesmo depois de pesquisar a obra, e saber a surpresa que nos aguardava, causou a todos do grupo uma imensa aflição "tentar" passar para o outro lado da sala.
  O jogo de cores e de luz, chega ao ponto de durvidar- mos da nossa capacidade racional e acreditar realmente que algo existe entre um lado para o outro da obra.


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